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Educar para a felicidade

30/08/2018

 

 

Infelizmente, a escola vem preparando parafusos para comporem a grande engrenagem social, com pessoas que entram em contato com muitas informações diariamente, mas que não conseguem analisá-las, lê-las criticamente, extrair das mesmas algo para as próprias vidas. Somos uma sociedade abarrotada por analfabetos funcionais. O mais assustador é encontrar pessoas com diploma de nível superior com baixíssima capacidade cognitiva.


Recentemente li um texto fantástico sobre o psiquiatra chileno Claudio Naranjo, indicado ao prêmio Nobel da paz deste ano. Ele defende uma educação mais afetiva e acredita que as escolas atualmente estão criando zumbis. 
Como disse John Dewey , a escola não deveria preparar para a vida. A escola já é a vida. E para qual vida a escola está preparando? Para o consumismo? Para a aceitação de um sistema injusto? Para a competitividade desenfreada? Para as relações descartáveis e superficiais? Para a manutenção do status quo?

Não adianta ler por ler. Não adianta fazer por fazer. Precisamos nos entender como membros ativos de uma sociedade que deveria estar sempre em busca de readaptações que contribuíssem para o coletivo. Estamos perdendo cada vez mais o nosso senso de coletividade. Não é à toa que a quantidade de pessoas diagnosticadas com depressão e ansiedade vem aumentando.


Além da superficialidade das relações, não somos incentivados a sermos felizes e sim produtivos para um sistema que ignora o que existe de mais profundo em cada um de nós. Somos consumidores e hoje tudo passa pelo marketing pois tudo virou produto: a educação, o cinema, o jornalismo, as outras pessoas. Quase tudo se destina a anunciar algo que gerará lucros para determinados setores sociais e acarretará angústia e sofrimento para a maioria da população. Basta pensarmos nos atuais padrões de beleza e sucesso.


Precisamos dialogar em sala de aula, promover debates, investir na relação professor/aluno. A educação deveria se centrar nesta relação. Esta relação deveria ser carregada de afetividade, companheirismo e alteridade.


Deveríamos estudar mais Humanidades, pois é por meio das ciências compreensivas, das artes e da Filosofia que entendemos melhor o mundo e a nós mesmos. As disciplinas deveriam ser ensinadas de um jeito mais prático e instigante. Por exemplo: que tal pedir para os alunos aplicarem os conhecimentos de geometria para elaborar a planta de um casa? Por que não incentivar a elaboração de um cardápio saudável, levando em conta os preços dos alimentos? Seria uma forma de mesclar Biologia com economia doméstica. Deveríamos aprender a consumir com consciência. Deveríamos aprender a administrar as finanças pessoais. Deveríamos sair da escola mais preparados para a vida real. Estudar as coisas por estudar sem entender a importância de cada disciplina leva a um aprendizado mecânico e com pouca serventia, que mais gera traumas e más lembranças.


Indico aqui o site para a entrevista com Claudio Naranjo , para quem desejar se aprofundar no tema.

© obvious: http://obviousmag.org/cinema_pensante/2015/07/educar-para-a-felicidade.html#ixzz3kJMJune9 
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