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Fobia social

07/01/2017

 

O transtorno de ansiedade social, vulgarmente chamado de fobia social ou sociofobia, é um transtorno ansioso descrito no DSM-IV, caracterizado por manifestações de alarme, tensão nervosa, medo e desconforto desencadeadas pela exposição à avaliação social — o que ocorre quando o portador precisa interagir com outras pessoas, realizar desempenhos sob observação ou participar de atividades sociais. Tudo isso ocorre até o ponto de interferir na maneira de viver de quem a sofre.

 

As pessoas afetadas por essa patologia compreendem que seus medos são excessivos e irracionais, no entanto experimentam uma enorme ansiedade e apreensão ao confrontarem situações socialmente temidas e não raramente fazem de tudo para evitá-las. Durante as situações temidas, é frequentemente presente nessas pessoas a sensação de que os outros as estão julgando e, enfim, tais sujeitos não raramente temem ser reputados muito ansiosos, fracos ou estúpidos. Por conta disso, tendem frequentemente a se isolarem.

 

As pessoas com ansiedade social são pessoas excessivamente preocupadas com o julgamento alheio, com a opinião dos outros a seu respeito, são perfeccionistas e determinadas. Com essas características, os portadores de fobia costumam ter alto senso de responsabilidade, bom desempenho profissional e avidez pelos desafios da vida social. A preocupação excessiva com as situações sociais onde estará sob apreciação alheia, desperta intensa ansiedade antecipatória.

 

Esta timidez torna-se patológica a partir do momento em que a pessoa sofre algum prejuízo pessoal, como deixar de concluir um curso, uma faculdade ou uma entrevista por causa de um exame final que exige uma apresentação pública diante de um avaliador.

 

A doença começa a se manifestar na infância e início da adolescência e segue um curso crônico com alta proporção de comorbidades, o que faz com que seja considerado um importante problema de saúde pública, embora sub-reconhecido e subdiagnosticado. A fobia social é frequentemente confundida com excesso de timidez e traços de personalidade. Com isso, muitos sofrem a vida inteira sem saber que sofrem de um transtorno de ansiedade social. Quando o paciente não é diagnosticado precocemente, as consequências são traumatizantes como pedidos de demissão, afastamento do trabalho, absenteísmo, etc.

 

Estudos apontam fatores sociais, estilos de vida e formas de convívio entre as pessoas que podem causar a fobia social. Parece haver um padrão associado a um papel familiar como modelo de resposta às situações sociais: educação autoritária, superprotetora e pais inseguros predispõe a fobia social, mas também há fatores genéticos. Estudos apontam diferenças entre os fóbicos e não-fóbicos na forma de se autoavaliarem. Os fóbicos pensam que não vão dar conta e que todos estão observando-as.

 

Parece haver uma associação estatisticamente significativa entre a fobia social e o ambiente familiar: quanto maiores os níveis de proteção e autoritarismo exercidos pelos pais, maiores os índices de fobia social, e, quanto maiores os níveis de carinho e autonomia dada pelo pais, menores são os índices de fobia social. Os fóbicos frequentemente são jovens e vivem em grandes cidades, onde o contato social é teoricamente maior. Estudos apontam que esse transtorno é mais vulnerável às mulheres do que aos homens.

 

Pode existir, na história do desenvolvimento da fobia social, alguma experiência social traumática, geralmente na infância, que tenha se abatido sobre uma pessoa psicologicamente vulnerável ou afetivamente mais sensível, com consequências negativas, contaminando novas relações sociais. De modo geral, esses pacientes com ansiedade social começam a evitar situações sociais que provocam respostas ansiosas desagradáveis e, por trás dessa evitação, surgirá uma sensação de alivio, juntamente com sentimentos de culpa por não estar conseguindo enfrentar o problema. Cada conduta de evitação reforça a fobia e promove sua manutenção, de tal forma que, se não tratada, a fobia social tende a ser crônica e incapacitante. Isso é observado na psicologia, quando o fóbico é estimulado a enfrentar o problema, e que resulta na piora do estado mental, se isolando ainda mais após a experiência. A frequência da fobia social é o segundo entre os transtornos fóbicos (25%), sendo superado apenas pela agorafobia (medo apresentado diante de uma multidão e em lugares abertos).

 

 

 

Sintomas

 

Os sintomas da fobia social, experimentados pelos vários indivíduos em situações sociais, são, dos muitos, os seguintes:

 

  • Medo de ser julgado.

  • Medo de ter atitudes constrangedoras em público.

  • Medo de sentir vergonha ou sentir-se ridículo.

  • Ansiedade crônica, às vezes associada também aos ataques de pânico em casos de picos de ansiedade.

  • Ansiedade antecipatória, isto é, aquela que surge antes de se expor socialmente, só de se pensar na situação temida.

  • Reações decorrentes de alterações fisiológicas, como: tensão muscular, sudorese, rubor facial, dificuldade para falar (voz trêmula e voz presa), mal-estar abdominal, mãos e corpo trêmulos, falta de ar e sensação de frio no peito, boca seca, palpitações, vontade frequente de urinar, perda de assuntos sociais devido à preocupação excessiva, entre outros.

  • Desejo intenso de esquivar-se de situações que serão enfrentadas, ou de fugir de situações que estão já sendo enfrentadas. O desejo de esquiva e fuga costumam ser realizados em grande parte das vezes, na intenção do fóbico se proteger destas situações que para ele são aversivas.

  • Angústia e turvação do pensamento.

  • Medo de não estar em estado de comportar-se de modo adequado em situações sociais.

  • Pensamentos negativos em relação à situação e à própria conduta, que consequentemente leva a um aumento ainda maior da ansiedade.

  • Medo de enrubescer-se ou balbuciar.

  • Isolamento social.

  • Choro devido a constrangimentos.

 

Situações temidas

 

As situações sociais temidas e a intensidade da reação fóbica para estas situações variam notavelmente de indivíduo para indivíduo. Existem casos de fobia social específica, onde envolve uma única situação ou um grupo restrito de situações relacionadas, ou generalizada, envolvendo diversas situações não específicas. As situações mais comuns em que pessoas acometidas pelo transtorno apresentam reações fóbicas são:

 

  • Encontrar-se ou/e desenvolver um diálogo com pessoas desconhecidas.

  • Fazer amizades.

  • Flertar ou demonstrar interesses amorosos ou sexuais a alguém que esteja interessado.

  • Falar em público ou para um pequeno grupo.

  • Ir a uma entrevista.

  • Escrever, dirigir ou praticar esportes enquanto é observado.

  • Trabalhar enquanto é observado.

  • Cantar ou tocar um instrumento musical em público.

  • Ser fotografado ou filmado.

  • Andar na rua, ser observado e julgado pelas pessoas.

  • Viajar de ônibus, metrô ou outro meio de transporte público.

  • Comer ou beber em público.

  • Demonstrar seus sentimentos.

  • Receber ou dar presentes.

  • Participar de eventos sociais e festas.

  • Comemorar aniversário, ser o centro das atenções.

  • Estar em espaço fechado onde há gente desconhecida.

  • Iniciar uma conversa com alguém.

  • Ser apresentado a outras pessoas.

  • Assinar perante outras pessoas.

  • Dar ou aceitar cumprimentos para pessoas desconhecidas.

  • Fazer ou receber chamadas telefônicas.

  • Atender pessoas no portão.

  • Comprar novas roupas.

  • Tomar iniciativas.

  • Ir à casa de amigos ou outras pessoas.

  • Ir ao médico, dentista, cabeleireiro ou a outros profissionais de necessidade rotineira.

  • Aprender a controlar os sintomas físicos da ansiedade através de técnicas de relaxamento e exercícios respiratórios.

  • Aprender a modificar os pensamentos negativos que provocam ansiedade em situações sociais.

  • Enfrentar o medo de uma maneira gradual (sempre à sua medida) e sistemática as situações sociais de forma a que as deixe de evitar.

 

A intervenção psicoterapêutica pode ser feita num contexto individual – o cliente e o seu psicoterapeuta – ou em contexto de grupo (de 6 a 12 participantes). Qualquer das situações é eficaz e tem vantagens específicas: o contexto individual resulta mais personalizado, com lugar ao trabalho de outras situações adicionais à fobia social; o contexto de grupo resulta mais econômico e propicia uma aprendizagem mais rápida de algumas das técnicas. Na terapia de grupo para a Fobia Social utiliza-se, o desempenho de papéis,  a entrevista simulada, o treino de competências sociais e outros exercícios que visam trabalhar situações sociais em que a pessoa se sente ansiosa. À medida que as pessoas praticam e se preparam para as situações que inicialmente temiam, vão-se tornando cada vez mais confiantes nas suas competências sociais, e sua ansiedade vai diminuir.

 

 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fobia_social

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