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Não faça para os outros, o que eles podem fazer sozinhos

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TRAUMA TEM CURA

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TEATRO ESPONTÂNEO COMO ABORDAGEM TERAPÊUTICA

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MANDALA , O SÍMBOLO DA INTEGRAÇÃO E HARMONIA

03/01/2017

 
 
O que é Mandala: Mandala significa círculo em palavra sânscrito.
Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia, e universalmente a mandala é o símbolo da integração e da harmonia.Ao admitir que cumpre-nos apenas viver conforme a sociedade já bem o definiu, cada qual desempenhando seus papéis sociais como o de marido, esposa, pai, mãe, trabalhador etc, permanecemos presos, impedindo o maior desenvolvimento. Não percebemos que cada papel carrega em si o próprio limite de atuação. Este limite é o referencial a que recorremos para definir as regras de cada atuação social necessária ao melhor convívio. Se por um lado ganhamos, ao identificar, aprender e ensinar à descendência como se deve viver para que não se sujeite à sorte, em contrapartida perdemos o espaço à criação de performances alternativas e desta forma reduzimos as chances de desenvolver a autonomia crítica, visto pouco questionarmos se os papéis que desempenhamos socialmente são a única maneira de viver e interagir.

 

 

A mandala é uma espécie de yantra (instrumento, meio, emblema) que em diversas línguas da península indostânica significa círculo. 

 

Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra). A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês).

 

 

Durante muito tempo, a mandala foi usada como expressão artística e religiosa, através de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e arte indígenas e na arte sacra de vários séculos.

 

 

No budismo, a mandala é um tipo de diagrama que simboliza uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade. Geralmente, as mandalas são pintadas como thangkas e representadas em madeira ou metal ou construídas com areia colorida sobre uma plataforma. Quando a mandala é feita com areia, logo após algumas cerimônias, a areia é jogada em um rio, para que as bênçãos se espalhem.

 


 

Geometria Sagrada 

 

 

 

A Flor da Vida

 

– A Mandala é a representação icônica dos princípios base da geometria sagrada, tese segundo a qual a geometria é a forma ordenada da criação. Todas as grandes civilizações antigas utilizavam a geometria na edificação de templos e manifestações de crenças. A título de exemplo, a estrutura das cidades incas foi concebida a partir do quadrado e circulo como elementos de disposição.

 

A estrutura circular do Sol é mais uma das formas presentes na natureza que repetem o padrão mandálico. Seu simbolismo, incluindo a cor amarela escolhida para representá-lo, remete à iluminação da consciência e aos aspectos relacionados à função pensamento.

 

"O inconsciente aonde reside o dinamismo do Self, é parte de nossa psique que por definição é incognoscível. Podemos dar atenção à linguagem do inconsciente, honrar e cultivar nossa relação com o Self criando Mandalas. Elas contêm e organizam energias arquetípicas do inconsciente numa forma que pode ser assimilada pela consciência, à favor do crescimento do indivíduo." (S. Fincher)

 

"Quando criamos uma Mandala, geramos um símbolo pessoal que revela quem somos num dado momento" - Joan Kellogg

 

 

 

 

O que faz a Mandala?

 

Para os comuns mortais, e independentemente de todas as interpretações espirituais e religiosas, a Mandala é um elemento decorativo atraente. Tem propriedades relaxantes. Admirar uma Mandala poderá ser um auxiliar à serenidade. Considerando todos os princípios de todas as interpretações e condensando-os de uma forma isenta, é inegavelmente um objecto com energia positiva, como que um amuleto ou talismã. Tem, em todas as culturas, uma mística forte associada a eventos positivos e nobres, de elevação espiritual.

 

 

 

De cor em cor na mandala...

 

A cor. É encantador viver num mundo em que tudo que pode-se enxergar nos mostra as mais infinitas possibilidades de cores contidas na luz.

 

Bem, essa história de que a cor vem da luz é um tanto quanto simples, visto que na ausência de luz, nascem os vultos e as sombras, de que cor? Nenhuma. Escuro talvez. Mas, então o escuro da ausência de luz é que mostra que somente com uma iluminação é que as cores existem? A princípio sim. E o que a cor, que vem da luz, tem a ver com a mandala? 

 

Bem. também é simples. Sabendo que tudo o que se enxerga na luz torna-se colorido, pode-se afirmar também que tudo que vê-se com a LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO torna nosso interior (antes sombra e escuridão) em CORES e FORMAS das mais variadas. Nessa dimensão interior, onde a LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO nos mostra mais da gente mesmo, vê-se um círculo de novas idéias se formando. O círculo. Eis a ligação com a Mandala. O círculo interior, nosso Self à mostra, pode então ser representado no papel nas suas mais variadas cores e formas contempladas dentro, pela ILUMINAÇÃO DA LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO. Para tudo que se queira enxergar claramente, detalhe por detalhe em sua composição, deve-se existir a LUZ, seja ela de uma fonte externa ou de uma fonte interna. A interna, nos orienta à nós mesmos, enquanto que a externa mostra ao mundo que a própria orientação interior foi possível e posta em ação na representação de cores e formas num círculo chamado MANDALA.

 

Os 4 elementos e a Mandala.

 

Muito se fala dos 4 elementos, mas, na prática são praticamente o "essencial invisível aos olhos". Na antiguidade, os povos pré socráticos (dos pensamentos de antes de Sócrates e Platão) orientavam-se nos seus cotidianos pela fenomenologia do "aqui-agora". Também ponderavam profundo respeito aos elementos que compõe o mundo: ar, terra, água e fogo. 

 

A relação dos povos pré socráticos com os 4 elementos era de aceitação e adequação, fazendo assim da condição humana um berço para a transformação junto com a mãe natureza.

 

 À medida que os pensamentos de Sócrates e Platão foram penetrando as sociedades, com a primícia básica da busca do idealismo da verdade, o homem foi distanciando-se da fenomenologia em prol do desenvolvimento desse mar de imaginação idealística ao qual começou a ir de atrás. 

 

Não certo nem errado, o homem expandiu sua maneira de sonhar e ir de atrás de um ideal ao qual atribuiu-se uma verdade absoluta, muitas vezes impossível de se alcançar. Face à essa desconexão do homem com o elemental da vida, Nietzsche veio e perguntou ao homem: para quê a verdade? E novamente o homem pode voltar a ter uma possibilidade de reencontro com seu inconsciente elemental. 

 

 

Como escolher a Mandala:

 

A Mandala é uma manifestação espontânea, todavia e considerando o significado de todos os elementos, podemos direcionar o que almejamos na escolha de uma Mandala. Existem duas formas elementares de escolher uma Mandala já feita de entre várias: 

1 - Selecionar a que nos agrada mais e posteriormente traduzi-la para saber o que nos está a perturbar ou que precisa de ser corrigido. A Mandala irá ajudar na obtenção do equilíbrio. 

2 – Sabendo de antemão o que queremos corrigir, escolher uma Mandala que nos ajude no processo.

 

 

Tipos de Mandalas: 

 

Existem inúmeras interpretações do significado das cores, mas no que se refere a Mandalas há alguns princípios convergentes:

Mandala do amor / Relacionamento: Cores: Rosa Vermelho e Branco 

 

Mandala da Prosperidade: Cores: Vermelho, dourado, laranja, azul real (cores de opulência) 

 

Mandala da Saúde / Harmonia: Cores: Verde e motivos florais de qualquer cor.

 

 

Oferecer uma Mandala:

 

No budismo o ritual de oferecer Mandalas é um processo extremamente complexo, repleto de ritos e significados, que traduz um acto de abnegação, gratidão e reconhecimento. Em termos latos, oferecer uma Mandala é um genuíno voto de bem-querer. Trata-se de um gesto de generosidade espiritual e sentimentos nobres. É efetivamente desejar a quem se oferece o mesmo que desejamos para nós próprios, uma vez que a Mandala é uma exteriorização da nossa essência.

 

 

Exercício de auto-conhecimento através das Mandalas 

 

O princípio básico é o centro a partir do qual tudo se desenrola de uma forma ordenada e circular. Logo, basta desenhar um quadrado, sinalizar o centro e desenhar uma circunferência. A partir deste momento tudo o que colocar dentro do limite do círculo deve estar relacionado com o centro e serve, em última análise para desviar o olhar para o mesmo ou a partir dele.

 

Existem vários tipos de exercício e de possibilidades para se utilizar a Mandala como instrumento de auto descoberta. 

 

Uma das técnicas mais simples e que apesar da experiência, continuo sempre utilizando, é a técnica de Colorir.

 

Quando queremos ter um momento de introspecção e meditação, este é um ótimo exercício. Acho este exercício especialmente útil para as pessoas que acreditam não saber desenhar, ou não possuir um "talento artístico", embora seja necessário deixar bem claro que nenhuma habilidade especial é requerida para a criação de mandalas, especialmente quando privilegiamos um contexto terapêutico.

 

Algumas dicas podem ser úteis para a utilização desta técnica, aliás, são instruções básicas que utilizo para qualquer tipo de trabalho com mandalas.

 

- Tenha em mãos o desenho que deseja utilizar. Deixo esses dois como sugestão, mas você pode encontrar outros na internet com facilidade. Escolha aquele que mais lhe atrair, mas não tente "racionalizar" demais esse processo. Siga sua intuição...

 

- Você também irá precisar de uma caixa de lápis de cor com muitas, muitas, cores. Quanto mais, melhor!

 

- Escolha um momento do dia em que possa estar só e confortável. Você pode colocar uma música, se desejar, mas nada que atraia demais a sua atenção. A ideia é criar um clima de aconchego para a alma, prepare-se para um encotro consigo mesmo

 

- Procure iniciar a pintura pelo centro do desenho. Detenha sua atençãopor alguns instantes na área que irá colorir , veja que cor essa área lhe sugere... Caso sinta dificuldade em vizualizar a cor, volte sua atenção para as cores de lápis que você tem disponível e escolha aque mais lhe atrair para começar.

 

- Prossiga colorindo as demais áreas de acordo com as instruções anteriores, até que todo o desenho esteja completo.

 

- Lembre-se você pode decidir quais áreas preencher e quais deixar em branco. Não há uma obrigatoriedade em preencher todos os espaços.

 

- Não brigue com seus pensamentos. Ao contrário, observe que tipo de pensamentos, sentimentos e lembranças lhe chegam à mente quando você preenche determinada forma ou usa determinada cor. Fazer uma anotação dessas impressões durante o exercício poderá ser bastante útil. Talvez você se surpreenda com sua sabedoria interior...

 

- Ao terminar de colorir o desenho, observe-o durante alguns minutos. Coloque a data, sua assinatura e dê um título à sua Mandala. Anote também suas impressões sobre o desenho pronto. Mais uma vez, tente não racionalizar demais esse processo, apenas escreva o que lhe vier à cabeça, mesmo que a princípio pareça sem sentido.

 

 

Fonte: muitoalem2013.blogspot.com.br

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