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Teatro Espontâneo



Jacob Levy Moreno "Existem palavras sábias, mas a sabedoria não é suficiente, falta ação" Jacob Levy Moreno, o criador do Psicodrama, nasceu em 6 de maio de 1889, na cidade de Bucareste, na Romênia. Era de origem judaica (sefardim). Sua família veio da península ibérica e radicou-se na Romênia na época da Inquisição. Aos cinco anos de idade mudou-se com a família para Viena e foi neste local que vivenciou a brincadeira de ser deus, que ele, com humor, relaciona a sua idéia de espontaneidade como centelha divina que existe em cada um de nós. Nessa brincadeira, em que ele e várias outras crianças jogavam ser deus e os anjos, Moreno estava sentado no "trono de deus" - uma cadeira em cima de caixotes empilhados sobre uma mesa - e um dos "anjos" solicitou-lhe que voasse. Ele tentou atender e, naturalmente, estatelou-se no chão e fraturou o braço direito. Até 1920, Moreno teve uma intensa vida religiosa. Fez parte de um grupo que fundou a "Religião do Encontro". Eles expressavam sua rebeldia diante dos costumes estabelecidos usando barbas, vivendo pelas ruas à maneira dos mais pobres e procurando novas formas de interação com o povo. Neste período, ele ia aos jardins de Viena e criava jogos de improviso com as crianças, favorecendo-lhes a espontaneidade, e participou, no ano de 1914, em Amspittelberg, juntamente com um médico venereologista e um jornalista, de um trabalho com prostitutas vienenses através do qual, utilizando técnicas grupais, conscientizou-as de sua condição, o que proporcionou que organizassem uma espécie de sindicato. Formou-se em medicina em 1917. Interessou-se pelo Teatro onde, segundo ele, "existiam possibilidades ilimitadas para a investigação da espontaneidade no plano experimental". Fundou, em 1921, o Teatro Vienense da Espontaneidade, experiência que constituiu a base de suas idéias da Psicoterapia de Grupo e do Psicodrama. A proposta do Teatro da Espontaneidade era de criar uma representação espontânea, sem texto pronto e decorado, com os atores criando no momento e assim relacionando-se com a platéia. A partir daí ele criou o "jornal vivo", em que dramatizava as notícias do jornal diário junto com o grupo participante, lançando naquele momento as raízes do Sociodrama. Ao trabalhar com os pacientes do hospital psiquiátrico usando o "Teatro da Espontaneidade", criou o Teatro Terapêutico, que depois foi chamado "Psicodrama Terapêutico". Fonte:http://www.febrap.org.br/

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