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Precisamos estar atentos aos “sintomas”, mas também precisamos ter discernimento de qual caminho tom



Alguns pais estão confusos diante de tantas indicações e “diagnósticos” para seus filhos: procuram neuropediatras e psiquiatras às pressas, com medo do que está acontecendo. Em geral são problemas de socialização, déficit de aprendizagem, falta de atenção, inquietação e etc. Precisamos estar atentos aos “sintomas”, mas também precisamos ter discernimento de qual caminho tomar. Antes de procurarem médicos para resolver os problemas, vamos tentar descartar algumas hipóteses bastante válidas e que frequentemente são a causa dos “sintomas” apresentados. A primeira delas é a frustração!

Sim! Quantos de nós, adultos, lidamos bem com a frustração? Pense agora em uma criança. Imagine o que é, para seu filho, não conseguir acompanhar o ritmo de aprendizagem de outros alunos da turma tidos como padrão, atender as expectativas? E não duvidem: as crianças podem ser cruéis umas com as outras. Só essa situação já pode gerar um desconforto muito grande para a criança, que pode levá-la a se isolar, a parar de se concentrar na aula já que “não adianta mesmo”, a ficar irritadiça (ou na defesa) com outras crianças. Uma dica importante é que não a façam se sentir vítimas da situação, e nem reforcem esse sentimento. Elas precisam sentir que são capazes de sair daquela condição, com o apoio necessário. Não se assustem se seus filhos não aprendem nos ritmos de outras crianças. Cada um tem seu processo de aprendizagem e sua história.

Segunda hipótese:

Que tipo de vivências essas crianças estão tendo em casa? Elas têm muitas atividades? Estão sobrecarregadas? Estão passando por alguma situação de stress familiar? Isso influencia diretamente no “desempenho escolar”. Crianças não “deixam os problemas em casa” quando vão estudar. Elas são seres inteiros!

Terceira hipótese:

Rótulos! Já falamos sobre eles no texto Relato de Pedagoga – Os conflitos na Escola. Algumas vezes as crianças são “taxadas” dentro da escola pelos colegas e, em alguns tristes casos, pelos próprios professores. “Aquele que não aprende” recebe menos atenção (quando deveria receber mais), os amigos “tem sempre de ajudá-lo” (como se isso não devesse ser algo natural) e é claro que ele irá se sentir incapaz. Quem não se sentiria? Sua autoestima, que nesse caso está em ruínas, lhe trará todo tipo de inseguranças como os famosos “brancos” que temos em hora de nervoso. Isso irá reforçar a sensação de incapacidade gerando um ciclo.

Quarta hipótese:

Valores incompatíveis com os da escola. Coloque em uma escola religiosa um aluno de família super liberal… funcionará? Ele não irá se sentir parte do grupo.

Quinta hipótese:

As dificuldades aparecem sem nenhuma das hipóteses anteriores aconteceram. Problemas comportamentais. Procure um bom psicólogo para orientá-lo. Caso não encontre respostas em nenhuma dessas tentativas, suspeite de problemas “médicos”. Procure ajuda de um bom médico, com recomendações, que te ouça e ouça seu filho com atenção e respeito.

O que posso fazer para ajudar meu filho? Procure a escola. Entenda a situação. Pergunte ao seu filho o que ele sente em relação ao que está acontecendo, se ele já estiver com idade suficiente pra saber se exprimir (o que não demora, porque eu já tive longas conversas com crianças de três anos sobre o que elas estavam sentindo). Peça para que a escola tente novas estratégias. Bons professores e boas escolas te oferecerão algumas possibilidades. Acompanhe durante um período (eu diria de uns três meses). Se ficar em dúvida, ou se isso não for suficiente, procure uma pedagoga competente pra acompanhar a evolução do seu filho. Ela saberá te orientar se é um caso de trabalho com a escola, terapia com um bom psicólogo, caso médico ou não. É claro que vocês precisam estar confiantes e confortáveis com esses passos. Não estou dizendo para “negligenciarem” a procura por médicos, mas de ouvirem seus filhos, sua própria intuição e tentarem outras descartar outras possibilidades. Pamela Greco Pedagoga e especialista em desenvolvimento infantil

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