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A terceira pessoa (à margem) do conflito



Uma das grandes violências sofridas por crianças são vivenciadas ao presenciar conflitos entre os seus (des)cuidadores (geralmente, pais). Enquanto os (des)cuidadores argumentam, discutem, gritam e/ou até se agridem (física e/ou verbalmente), a maior agressão (psicológica/emocional) sofrida fica por conta da terceira pessoa (que está à margem) do conflito, a criança.

Essa é a que mais sente e sofre com esse tipo de violência, com o ambiente hostil e com as agressões; isso sem contar quando ela não se culpa acreditando ser o pivô do conflito. As crianças muitas vezes não têm a oportunidade, nem mesmo a capacidade e a oportunidade de argumentar (muitas por sua tenra idade e por não entenderem claramente o que está acontecendo), restando-lhe uma atitude passiva e um sofrimento silencioso, que poderá (e geralmente) desencadear(á) doenças psicossomáticas.

Um dos motivos acontece porque a criança não tem um repertório emocional estruturado (se preferirem, amadurecido) para lidar com esse tipo de evento.

A falta desse ajustamento (mecanismo de defesa) acaba por não conseguir proteger a integridade do ego, colocando a criança em perigo, provocando conseqüências danosas como, somatizações e traumas psicológicos.

Dessa maneira, pouco importa os motivos que conduziram seus (des)cuidadores ao conflito e qualquer motivo não justifica a inclusão da criança no mesmo. O fato é que a terceira pessoa (a criança) do conflito não deve presenciar tal evento, pois, como diz o ditado, “em briga de marido e mulher...” o filho não deve presenciar. FONTE: https://www.facebook.com/PsicologoPauloHenrique


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