Coordenação do Programa PAPPOS DE RUA (Programa de Atenção Pedagógica à crianças e adolescentes em vulnerabilidade social e em situação de Rua (2010 - 2014)

Breve histórico

 

 

O presente trabalho surge das necessidades reconhecidas pelo Serviço Social em conjunto com a Fundação de Educação do Município de Niterói (FME). É produto, portanto, da observação das necessidades concretas destacadas pelos coordenadores, educadores, cuidadores sociais e do corpo técnico das Casas de Passagem.

 

Tendo em vista o desconhecimento da situação real das situações em que se encontram as populações de rua, as reuniões foram realizadas, primeiramente, com o intuito de, em primeiro lugar, conhecer as necessidades e, em seguida, formular estratégias de melhoramento do atendimento à demanda existente.

 

As reuniões aconteceram nas dependências da FME (Gestão Escolar), na Casa de Passagem das Meninas, na E.M. Paulo Freire, na Coordenação do Combate à Evasão Escolar, no Hospital Psiquiátrico Jurujuba, na Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), na Casa de Passagem dos Meninos Paulo Freire, na Casa da Cidadania Florestan Fernandes, no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), no I Conselho Tutelar de Niterói, no Centro de Atenção Psico-Social (CAPSI), no Pró-jovem. Nas reuniões, tivemos a participação do Ministério Público.

REUNIÃO NA FME/ JUNHO/ 2010

Participação da Coordenadora e da Assistente Social da Casa das Meninas, psicóloga  e educadoras socais da Casa da Cidadania Florestan Fernandes, psicóloga da Coordenação de Educação e Saúde, fonoaudióloga  e pedagoga da Gestão Escolar.

Reunião com a presença da Coordenadora da Casa das Meninas, Assistente Social da Casa das Meninas, Coordenadora da Casa da Cidadania e equipe da Coordenação do Combate à Evasão Escolar, com os seguintes objetivos:

 

  • Refletir sobre pontos importantes a serem abordados na capacitação.

  • Demonstrar importância da escolarização para os abrigados, no processo de incusão social.

  • as diferenças de funções entre os educadores e cuidadores sociais dos abrigos, que possam refletir no atendimento aos usuários.

  • Reflexão quanto à evasão escolar dos abrigados e a necessidade de provocar a autonomia dos mesmos.

 Realizou-se reunião com a participação (ERIJAD), a Assistente Social (CPPF), (Educação e Saúde) e (Gestão Escolar).

 

Os objetivos principais foram a 1) reflexão sobre a importância de uma boa condução na dinâmica da Instituição, bem como 2) as apresentações e vivencias de jogos dramáticos .

 

Sendo assim, à conclusão mais importante a que os participantes chegaram foi a elaboração de uma Capacitação que contribuísse para a formação dos profissionais que lidam diretamente com a população em situação de rua.

 

Dentre outros aspectos discutidos, uma das conclusões mais importantes a que chegamos foi a da necessidade de que todo educador tenha vontade, desejo, coerência e “espaço interno” para acolher o educando, além da abertura para o trabalho solidário e cooperativo, antítese do

individualismo e do egoísmo. Foi, portanto, com este espírito que foram realizadas as oficinas, as quais descrevemos, sucintamente, as atividades nela propostas, a seguir.

 

A população em situação de rua precisa, além de educadores política e pedagogicamente bem estruturados, de muita sensibilidade em relação às suas necessidades. Neste sentido, ao longo das oficinas procurou-se junto aos profissionais diretamente ligados à população em situação de rua, estimular reflexões sobre quais seriam as qualidades do profissional no ato de acolhimento, como, por exemplo, quais seriam a melhor forma de resgatar a confiança neste contato como poderia ser estabelecida uma relação saudável entre os profissionais e as crianças e os adolescentes.

Lançamento do Programa no dia 13 de setembro de 2010, com a presença da Secretaria de Educação do Município de Niterói, profissionais da Secretaria de Educação, Saúde, Conselheiros Tutelares, Rede de Atenção à Criança e ao Adolescente do Município.

A equipe do Combate à Evasão Escolar utilizou dinâmicas de grupo, apresentação de vídeos e de data show.  

Participação ativa e espontânea.

Debate baseado na realidade do cotidiano, construindo junto à equipe um saber dentro de um contexto sócio-político-educacional.

O tempo ficou curto para realizar todas as atividades em conseqüência da participação ativa dos grupos que trouxeram à tona questões que não estavam previstas no planejamento da Oficina.

Percebemos que proporcionamos um ambiente acolhedor e fraterno, no qual os participantes sentiram-se à vontade para fazer uma catarse de suas aflições acerca de seu trabalho cotidiano.A equipe conduziu o diálogo de forma apensar as possibilidades existentes na realidade, tentando não ficar aprisionada em um discurso de apenas vítima e opressor, imobilizante.

Consideramos que o objetivo foi atingido,uma vez que a avaliação dos grupos denota uma grande satisfação com o Encontro.

Foi utilizado como recursos a utilização de dinâmicas,  vídeos e data chow.

O espaço criado ,foi extremamente lúdico, proporcionando aos profissionais a expressão de seus sentimentos. Tiveram a oportunidade através dos jogos dramáticos entrar em contato com seu interior ,liberando sentimentos e atitudes, antes, desconhecidos. Utilizando a arte como forma de expressão,  sem nenhum compromisso com a estética. O principal objetivo foi de possibilitar e facilitar a comunicação, onde o mais importante foi o significado do trabalho e sua simbologia. Ajudou a desenvolver um bem-estar geral, favorecendo a busca da harmonia e do equilíbrio. Houve, significativamente um aumento da espontaneidade e da criatividade.

Arteterapia:

 

A arte é, entre todas as atividades, quem agrega de modo mais eficiente os aspectos racionais e criativos do ser humano. Com recursos simples e muitos eficientes a arte terapia favorece o desenvolvimento e ajuda na superação de limitações pessoais, buscando-se assim o aumento de repertórios de habilidades e ao mesmo tempo a responsabilidade de dar ao educando o instrumento para que ele exerça uma cidadania mais consciente, critica e participante.Muitas instituições voltadas para a inclusão social utilizam a arte, como importante meio educacional. . Onde outras metodologias falharam a arte alcançou resultados significativos, principalmente ao atrair espontaneamente meninos e meninas para outras atividades educativas e sociais.

Teatro do Oprimido/Psicodrama:

Ambos partem da visão holística do homem; do entendimento que a "relação" é o princípio de todas as ações; de que o processo de aprendizagem não se reduz a aspectos puramente racionais, mas também cognitivos, afetivos e sociais e também que a espontaneidade, a sensibilidade, a intuição, a Na área institucional, tem norteado projetos de prefeituras, objetivando melhor integração da equipe, com incentivo da criação coletiva, identificação de questões centrais em termos de planejamento, preparação para reuniões com a comunidade e outras áreas da administração.Tem sido utilizado para identificar razões e graus de agressividade presentes no grupo, além de revelar a capacidade de se lidar com realidade e fantasia.
Os  profissionais, podem ser trabalhados através do teatro e técnicas psicodramáticas objetivando a ampliação e enriquecimento das possibilidades metodológicas do ensino, da expressão e comunicação, desenvolvimento da criatividade e humanização da relação educador/abrigado.

 Favorece  a reconstrução das histórias de vida, a descoberta de novos interesses e talentos — é o homem desacreditado que recomeça a se dar importância, por se sentir ouvido. 
Tem-se também trabalhado a população de rua de locais públicos através de pequenas intervenções de teatro espontâneo, promovendo o humor e a leveza de vida, como remédios preventivos da cidade e seus rígidos padrões de stress.

Coordenador do CREPOP,Assistente Social , educadores e cuidadores sociais do CREAS e da Casa de Cidadania Florestan Fernandes –Enceramento com entrega dos Certificados -29/12/10

  • Construção e ampliação das parcerias;

  • Elaboração do Programa de Atenção Pedagógica à População de Rua;

  • Oficinas de Capacitação para os profissionais da SMAS;

  • Elaboração do Termo de Compromisso com o CREAS, para atendimento dos adolescentes que estão cumprindo medidas socioeducativas (PSC)

  • Criação da Equipe de Referência Especializada para atendimento aos adolescentes em cumprimento das medidas socioeducativas;

  • Participação junto ao Centro de Referência Especializado Atendimento à População em Situação de Rua (CREPOP) , na elaboração de estratégias para melhor atender à população em situação de rua.

  • Criação do Teatro Pedagógico para atendimento aos adolescentes das Instituições de Acolhimento e

  • Encaminhamento e acompanhamento de crianças e adolescentes encaminhados pelos abrigos e CREAS.

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